Sidney NavasUma arma poderosa na mão da polícia e a serviço da comunidade. Assim pode ser definido o disque-denúncia da Polícia Civil. Através do 3524-9000, por exemplo, é possível mandar um traficante pra cadeia. A polícia recebe a ligação e passa então a monitorar os passos dos bandidos. O delegado titular da Dise, Gabriel Fagundes de Toledo Neto, explica que em Rio Claro pelo menos 30% das prisões e apreensões feitas são resultado das denúncias recebidas. "É uma arma eficaz no combate ao crime do tráfico de drogas", acrescenta ele.
A partir do momento da ligação, os investigadores começam a trabalhar. O delegado observa que num primeiro momento as informações são checadas para evitar os trotes. Quando as informações procedem, os policiais civis então mediante autorização judicial fazem a interceptação telefônica e passam a observar o movimento no local. Munidos com mandados de busca e apreensão, os investigadores então esperam a hora certa para agir.
Gabriel pontua que os bairros periféricos ainda continuam sendo os locais onde acontece o maior número de apreensões. "Claro que na área central e em bairros típicos da classe média também ocorre o tráfico", diz.
A facção criminosa Primeiro Comando da Capital, o popular PCC, conforme a versão das autoridades, comanda o tráfico de entorpecentes no município, a exemplo do que faz em outras cidades brasileiras. "O PCC utiliza-se do tráfico e do roubo para aumentar seu poder de fogo", comenta Gabriel Toledo.
No último dia 28 de outubro, graças um trabalho exaustivo de investigação, os investigadores fizeram o que seria até o momento a maior apreensão de entorpecentes no município. Foram 385 pedras de crack prontas para serem comercializadas, além de 26 papelotes de cocaína, que seriam vendidos por R$ 50,00 cada um. A droga apreendida foi avaliada em aproximadamente R$ 5 mil. As autoridades também localizaram uma pedra bruta de crack pesando cerca de 17 gramas, além de uma certa quantidade de maconha.
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