Justiça aceita confrontar o sangue achado em apartamento

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A Justiça de São Paulo aceitou parcialmente pedido da defesa de Alexandre Nardoni e de Anna Carolina Jatobá - acusados de matar a filha dele, Isabella Nardoni, 5,- para que seja realizado um novo exame de DNA que confirme que o sangue encontrado no apartamento onde o crime ocorreu não é do casal.
Peritos do IML (Instituto Médico-Legal), acompanhados da defesa e da Promotoria, irão coletar o material genético dos acusados nesta sexta-feira (6), nos presídios feminino e masculino de Tremembé (a 147 km de São Paulo), onde os acusados estão presos.
Apesar de ter aceitado a realização do exame genético, o juiz Maurício Fossen determinou que o material coletado - mucosa da parte interna da boca, fio de cabelo ou outro material compatível - seja examinado pelo IC (Instituto de Criminalística), e não por peritos apontados pela defesa dos Nardoni, como pedia o advogado Roberto Podval, segundo o Ministério Público de São Paulo.
"Qualquer desconfiança que os doutores defensores dos réus possam ter no procedimento a ser adotado pelos senhores peritos do IC e do IML seria dissipada com o acesso que lhes foi garantido por este Juízo para acompanharem tanto a coleta do novo material genético, quanto no momento em que foram realizados os exames comparativos de laboratório", afirmou o juiz em sua decisão. A realização do exame de DNA foi solicitada por Podval para "provar que não é do casal" o sangue encontrado no apartamento, conforme revelado pelo jornal Folha de SP em maio deste ano.
 

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