Da Redação
Profissionais e entidades que trabalham com atendimento a crianças e adolescentes no município realizaram audiência pública no último dia 29 para discutir as políticas de atendimento para esse público. Dos debates realizados na audiência foi elaborada uma lista com as principais dificuldades elencadas pelos participantes que, se superadas, podem melhorar o atendimento nesse setor.
De acordo com o diretor da Udam (União dos Amigos do Menor), Luiz Jardim, a audiência representou um avanço porque conseguiu reunir, pela primeira vez, Executivo, Legislativo, Judiciário e Terceiro Setor em uma mesa para discutir o tema.
Jardim salientou a importância de se fazerem diagnósticos dos problemas para que sejam discutidas soluções para os mesmos. Ele elogiou o trabalho realizado pela Secretaria Municipal de Ação Social nesse sentido. Porém, ele destaca que há casos urgentes que precisam ser rapidamente solucionados. A expectativa é de que os clubes de serviços e a comunidade possam contribuir para isso.
O diretor informa que o CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente) está trabalhando no levantamento de uma área para a construção da sede do Educandário Santa Maria Goretti. Jardim enfatiza que algo preciso ser feito, porque uma cidade do porte de Rio Claro não pode ter apenas 22 vagas para atendimento de crianças e adolescentes que precisam ficar abrigados.
Segundo ele, a criança ou adolescente que passa pelo tratamento socioeducativo tem que ter um local adequado para ficar quando não puder ser restituído à família. Jardim argumenta que, se a criança não receber o apoio necessário, poderá vir a cometer atos infracionais. "Muitos querem melhorar, mas não têm como fazer isso", afirma. "É preciso promover ações que garantam a integridade desses jovens, porque é muito mais difícil trazê-los para o lado do bem, pois o traficante acolhe aqueles que são abandonados pela sociedade", complementa.
A comunidade pode contribuir para mudar esse quadro ajudando a resolver problemas imediatos que podem melhorar o atendimento nas entidades que atendem esse público. A Casa dos Meninos, por exemplo, precisa de guarda-roupas de solteiro, colchões, sofá, computadores, impressoras, aparelhos de telefone, geladeira, prateleiras de aço, paletes para alimentos, jogos de lençol de solteiro e toalhas de banho. A entidade fica na Avenida 58-A, número 341, Ruas 6 e 7, bairro Jardim América. O telefone é 3536-2059.
A Instituição Beneficente Nosso Lar precisa de leite, fraldas e material de limpeza, além de 30 colchões de solteiro e 30 travesseiros. A entidade também necessita de material de construção para reforma da unidade que fica na Avenida 30, número 1.210, Alto do Santana. O telefone do Nosso Lar é 3524-3634.
Já o Educandário Santa Maria Goretti elencou como prioridade a construção de uma sede própria, visto que a atual não pode ser reformada ou adaptada para atender às necessidades e demanda do município. Outros problemas são os recursos que são insuficientes para a contratação de mais funcionários, a falta de orientação e/ou encaminhamento a atendimentos fora do município e desrespeito ao regimento interno da entidade.
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