Da Redação
A Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou, na última quarta-feira (28), o Projeto de Lei nº 703/2009, do deputado Roque Barbiere (PTB), que obriga os bancos a colocarem vigilantes nos caixas eletrônicos e terminais de atendimento ou autorizados a receber pagamento de contas e faturas.
A medida vale também para casas lotéricas e agências dos Correios. O projeto de Barbiere foi aprovado com uma emenda que excluiu a obrigatoriedade de supermercados e hipermercados que tenham caixas eletrônicos em seus estabelecimentos.
O deputado Roque Barbiere justifica a proposta dizendo que "os roubos a caixas eletrônicos vêm substituindo os assaltos a bancos...porque esse tipo de ataque oferece menos risco para os ladrões". Segundo ele, a segurança com câmeras e alarmes se revela muito frágil porque os mesmos são danificados pela ação dos bandidos.
Da mesma forma, diz o deputado, "vem crescendo os assaltos à casas lotéricas" que, conforme ele, funcionam como extensões dos bancos. O mesmo vale para as agências dos Correios. De acordo com Barbiere, lotéricas e Correios "ganharam novas atribuições e se transformaram em mini agências bancárias, mas não possuem o mesmo grau de segurança".
A medida foi aprovada pelo Sindicato dos Bancários de Rio Claro e Região. Segundo Silvana Anaruma, diretora da entidade, a colocação de mais vigilantes vai proporcionar maior segurança para os clientes, além de aumentar o número de empregos.
Porém, Silvana ressalta que esses vigilantes precisam ter condições adequadas de trabalho. Ela lembra que o guarda trabalho armado e se não tiver o preparo adequado pode causar mais problemas, até mesmo armar os bandidos, em caso de roubo. Para ela, é preciso fiscalizar o cumprimento da lei para que não haja diversas interpretações da proposta.
Pelo projeto, a Secretaria de Segurança Pública será responsável pela fiscalização. Quem não cumprir a lei está sujeito ao pagamento de multa de 100 Ufesps na primeira infração. Esse valor dobra em caso de reincidência. Se houver cinco ou mais infrações, o estabelecimento poderá ser lacrado e somente terá o funcionamento liberado após o pagamento em triplo de todas as multas aplicadas.
O Jornal Cidade entrou em contato com as assessorias de imprensa dos Correios e da Caixa Econômica Federal, que administra as lotéricas, mas até o fechamento desta edição elas não tinham se manifestado.
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