A aprovação de dois requerimentos na última terça-feira, de autoria da vereadora Raquel Picelli (PT), demonstra que a Câmara Municipal está atenta e quer apurar com funciona o Instituto Médico-Legal (IML) de Rio Claro.
A vereadora solicita ao prefeito Du Altimari (PMDB) que envie ofício para a Santa Casa de Misericórdia e ao IML solicitando as seguintes informações: A qual das instituições caberia atestar o óbito de José Álvaro Gomes ocorrido na Santa Casa no dia 26/10 às 20h15 e liberado somente no dia 27 por volta das 13 horas? Qual legislação vigente que determina a responsabilidade pela realização do atestado de óbito?
No segundo requerimento, também aprovado pela Câmara por unanimidade, Raquel solicita do IML as informações: quantos funcionários trabalham, suas respectivas funções e qual a escala de horários dos mesmos junto ao IML de Rio Claro.
Na avaliação da petista, não foi justo o que aconteceu. "A família, ao invés de velar o ente querido, teve que registrar um boletim de ocorrência na delegacia de polícia", comentou a parlamentar. "Ficou um verdadeiro jogo de empurra-empurra na hora de assinar o atestado de óbito. Foi um desrespeito com a família e com o falecido", comentou a vereadora na tribuna da Câmara Municipal na noite de terça-feira.
Como parlamentar, Raquel observa que tem o direito de conhecer a estrutura do IML. "Se o médico está ganhando para fazer o plantão, ele precisa trabalhar", finalizou a representante do PT.
Na mesma sessão, Sivaldo Faísca, do PTB, disse que presenciou problema desse tipo. Segundo o vereador, ele foi chamado por uma família mineira por volta das 21 horas. "O médico chegou somente à 1h30 de bermuda e chinelo para liberar o corpo", lamentou o parlamentar.
Com os discursos dos vereadores, na última sessão ordinária, bem como a aprovação de requerimentos, responsáveis pelo IML devem manifestarem-se nos próximos dias. A Câmara acompanha o assunto passo a passo.
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