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Ex-vereador de Estiva é preso por compra de votos

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 Foi preso na tarde de quinta-feira o ex-vereador e ex-diretor de Educação de Estiva Gerbi, Reinaldo Luis Guedes (PPS). Ele foi condenado a quatro anos de prisão em regime inicial semi-aberto por compra de votos e também por ter induzido um trabalhador rural a utilizar o título de eleitor de uma pessoa morta.

Ambos os crimes foram praticados nas eleições de 2004, quando Guedes foi candidato à reeleição. A prisão foi feita pela Polícia Civil e a condenação pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) de São Paulo, após denúncia feita ao Ministério Público pelo candidato a prefeito Rafael Del Judice (antigo PFL), que naquele pleito perdeu a eleição para José Carlos Silva (PMDB).

A PC também prendeu Luciano Mainete, o Gordo, que auxiliou Reinaldo Guedes na execução dos crimes eleitorais. Foi Gordo, segundo a Justiça Eleitoral, que providenciou a transferência dos títulos de eleitores de Espírito Santo do pinhal para o Cartório Eleitoral de Mogi Guaçu, além de ter feito o pagamento de R$ 30 por voto. Reinaldo e Gordo foram conduzidos à cadeia de Itapira.

Contradição

Já em Mogi Guaçu, o vereador reeleito Zé Roberto do Cartório (PMDB), que comprou votos de quatro eleitores guaçuanos nas eleições de 2008, conforme constatação da própria Justiça Eleitoral, não deve ser condenado. Parecer da Promotoria Regional Eleitoral (PRE) identificou que as denúncias contra o peemedebista foram feitas fora do prazo legal e, por isso, não têm validade.

O procurador regional eleitoral Luiz Carlos dos Santos Gonçalves recorreu à legislação eleitoral, portanto, para orientar a extinção do processo contra o parlamentar guaçuano. A decisão do Tribunal, porém, será tomada somente em dezembro. Zé Roberto foi reeleito vereador com 2.378 votos.
 

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