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Guainco: Ex-funcionário aguarda indenização há 15 anos

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Esta semana, o eletricista Jorge Itiki, 60, procurou a reportagem do JC, inconformado com sua situação junto à antiga Cerâmica Guainco. De acordo com Itiki, que saiu da empresa em 1995, após seis anos de serviço, a cerâmica ainda não pagou nenhum de seus diretos trabalhistas. Foi dada entrada no processo ainda em 1995, para tentar reaver na justiça o montante a receber.

Contudo, a situação se agravou em 2002, quando foi decretada falência da empresa. Muitos funcionários também foram prejudicados com o não recebimento de salários, além de rescisões de contratos, FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), dentre outros direitos. Apenas em setembro deste ano, cerca de 240 ex-funcionários começaram a receber o pagamento das dívidas trabalhistas.

O valor, de aproximadamente R$ 4,4 milhões ainda está sendo pago aos ex-funcionários, resultado da venda da Guainco Stone para a Patri Empreendimentos Imobiliários de São Paulo. Contudo, Itiki não estava entre os funcionários que foram beneficiados com este pagamento, o que revoltou ainda mais o eletricista. Ele também informou à reportagem que o processo, que corre há cerca de 15 anos, já foi vencido em 1ª instância e o ‘dono’ da Guainco teria oferecido um acerto, mas não compareceu para cumprir a promessa.



Advogados

A advogada do Sindicato dos Ceramistas, Celina Cleide de Lima, informou que a situação de Itiki é a mesma de outros ex-funcionários, que entraram com processos por intermédio de outros advogados. Celina explicou que o acordo, que beneficiou mais de 240 pessoas foi realizado para quem tinha procuração com o departamento jurídico do sindicato. Para os ex-colaboradores que optaram por contratar outros profissionais, o único caminho é negociar com esses advogados.

O JC também entrou em contato com o escritório de advocacia de Janaína de Lourdes Rodrigues Martini, que acompanha o caso do eletricista desde 1995. De acordo com Kátia Elaine Mendes Ribeiro, que trabalha no mesmo escritório e que também acompanha o processo de Itiki, a insatisfação de seu cliente deve-se à demora do procedimento que, segundo Kátia, por causa dos atos processuais e por se tratar de uma empresa que não existe mais, a demora acaba se tornando inevitável. “Mas estamos trabalhando com empenho para resolver a situação do nosso cliente”, assegurou a advogada. Ela disse ainda ter pedido na justiça, um leilão de parte dos bens da empresa para a quitação das dívidas e informou que o processo corre em aberto e pode ser acompanhado através do Ministério do Trabalho.





Por Felipe Forti Tonon


 

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