
Da Redação
Há três meses, completados nesta quinta-feira, os funcionários da Berpa Construtora Empreendimentos e Comércio Ltda estão sem receber salários e cestas básicas. As rescisões contratuais de trabalhadores que pediram a conta ou foram dispensados também não foram pagas. A denúncia foi feita por funcionários da empresa, que não quiseram se identificar por medo de represálias.
Segundo eles, como a empresa não tem sede em Rio Claro, fica mais difícil a negociação. A Berpa foi contratada pela prefeitura para prestar serviços de recapeamento e reparo asfáltico. No município, a empresa é representada por um encarregado.
De acordo com os funcionários, quando o encarregado é cobrado, ele sempre fixa um prazo para o pagamento dos atrasados, mas isso não é cumprido. Todo semana ele promete o depósito do dinheiro, mas até agora nada foi feito.
Na quinta-feira da semana passada os funcionários, juntamente com o encarregado, foram até Hortolândia, onde fica a sede da empresa, para conversar com o proprietário. Conforme os funcionários, o proprietário afirmou que iria receber um pagamento de R$ 41 mil na terça-feira (3) e usaria esse dinheiro para pagar os empregados, mas isso não aconteceu.
Sem salário, os funcionários cruzaram os braços e estão fazendo campana em frente à Secretaria Municipal da Agricultura, onde estão guardadas máquinas e equipamentos da empresa. Essa não é a primeira vez que isso acontece. Em agosto deste ano, os operários também paralisaram as atividades como forma de pressionar a empresa a pagar os salários atrasados há dois meses. Na ocasião, após divulgação do caso, os pagamentos foram feitos.
Questionada sobre o caso, a prefeitura, por meio de sua assessoria de imprensa, disse que não tem pendências financeiras com a construtora, ou seja, todos os pagamentos estão em dia. O Jornal Cidade entrou em contato com a Berpa, que reconheceu o débito e se comprometeu a regularizar a situação até a próxima semana. A expectativa é de que pelo menos uma folha seja paga nesta sexta-feira.
O auditor da empresa, que se identificou como Edson, disse que o problema aconteceu por causa de atraso no recebimento de contratos com prefeituras da região, para quem a empresa presta serviços. Ele informou ainda que já adquiriu algumas cestas básicas que serão encaminhadas para os funcionários de Rio Claro.
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