MST e Lula prestarão contas
José Carlos de Carvalho Carneiro
Por enquanto, o Brasil não é "terra de ninguém" e muito menos propriedade do Lulinha Paz e Amor e da canhota interesseira, retrógrada e fisiológica. Agora, a oposição parlamentar, exercendo sua peculiar atividade política fiscalizatória, conseguiu aprovar a Comissão Parlamentar de Inquérito Mista, composta, pois, de deputados e senadores, para verificar o quanto de mal e de bem foi feito, até agora, à zona rural, sob os auspícios deste governo, bem como foram usados os dinheiros públicos, derivados de nossos tributos, suadamente pagos, e que foram endereçados a movimentos sociais, diretamente ou por vias oblíquas.
Entretanto, o governo federal, por todos os meios, inclusive, com vantagens homéricas, tentou impedir a criação da relatada CPIM. Mas está ela criada e funcionará efetivamente, apesar dos gritos de algumas dezenas de intelectuais contrários aos procedimentos, embora tais participantes de listas contrárias não tenham produzido nada em benefício da nação, exceto teorizar experiências pessoais e outros temas, tais como reunir-se em volta de mesas, protegidas de ar condicionado, empurrando, diuturnamente, o dia com o dedo. Tal tipo de intelectualidade, que se acha sempre certa, não pode e nem deve pesar na balança do desenvolvimento nacional.
Por conseqüência, então, os brasileiros irão saber quanto de dinheiro do erário é gasto com cestas básicas, para sustentar os acampamentos dos baderneiros do MST. Saberá, ainda, quanto este movimento ideológico e improdutivo para o campo, arrecada de ONGS nacionais, em processo de transferência de verbas advindas, também, dos cofres públicos. Saberá, também, o montante total que sai dos cofres do governo federal para abastecer as invasões e locomoções do MST e de outros similares, que impõem aos seus membros disciplina militar necessária para as posturas de guerrilhas e de tomada do poder.
Enfim, os brasileiros irão saber, e confirmar o que já se sabe, que tais movimentos não têm nenhum interesse na realização de uma verdadeira Reforma Agrária, capaz de aumentar a produção brasileira na zona rural, mas têm todo o interesse possível na implantação da superada ideologia marxista, com a estatização da propriedade privada, tendo, aliás, seus mais proeminentes líderes convencido o governo a tratar a propriedade privada com um relativismo tal que afronta a Constituição da República e demais leis vigorantes neste país.
Relembre-se de que, aquele que colabora com outros para o descumprimento das leis vigentes, é autor conjunto e, por isto mesmo, merece ser processado conjuntamente com o infrator e agente principal. A leniência governamental e da Justiça levou e permitiu que o MST e similares se atrevessem a realizar as agressões que todos sabem e veem, produzindo a incerteza e o medo na zona rural, porque o produtor rural nunca sabe se o dia de amanhã será o dia da invasão de sua propriedade.
Como se pode produzir sob clima de tamanha agressividade? Aquele cidadão brasileiro, que não possui propriedade rural, mas é proprietário de sua casa, tendo-a adquirido com sacrifícios, deve ter em mente que ela poderá, também, em futuro não muito longo, ser invadida, porque a propriedade e os títulos que a resguardam nada mais representarão, se esses movimentos ditos sociais assumirem a liderança nacional e o comando do país. Existirão milhares e milhares de "Sem-teto", de "Sem-indústria", de "Sem-comércio", e de "sem-etc."
Isto trará resultados positivos para criação de empregos e para o desenvolvimento do país ? Relembre-se de que tais expedientes não surtiram efeitos positivos na Rússia, China, Cuba e em outros países de ideologia comuno-socialista !
(O colaborador é advogado, jornalista e empresário. E-mail: carneiro@claretianas.com.br - carneirojc@ig.com.br)
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