(Da Redação) - Enquanto as entidades que representam os trabalhadores comemoram a aprovação da PEC, as entidades patronais avaliam de forma diferente. Para o presidente do Sindicato das Empresas, Célio Simões Cerri, a medida não será aprovada no Senado.
Isso porque, segundo ele, a redução da jornada com a permanência do salário vai aumentar o custo da produção e esse custo será repassado para o consumidor, o que pode ter reflexo negativo na inflação, que o governo lutou para reduzir. Esse fato pode gerar desemprego.
O presidente destaca que hoje Rio Claro tem média de 1,6 funcionário por estabelecimento. Segundo ele, uma empresa que tem dois funcionários não vai contratar mais dois para dividir a jornada, porque dificilmente poderá arcar com esse custo.
Ela vai dispensar o funcionário no horário e cumprir o resto do tempo sozinho ou irá fechar e ir embora, enfatiza.
Com certeza, não vai haver aumento de emprego, o que pode acontecer é desemprego, porque as empresas pequenas serão engolidas pelas grandes, conclui Cerri.
O JC procurou a direção do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo), mas até o fechamento desta edição o centro não tinha dado retorno.
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