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17/03/2011 - 04h45 Comunicar Erro E-Mail Espalhe aos amigos E-Mail
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CIÊNCIA: biólogo espanhol critica darwinismo por uma nova filosofia nas pesquisas científicas

MÁXIMO SANDÍN DENUNCIA A MANUTENÇÃO DO DARWINISMO PARA SUSTENTAR PRÁTICAS ANTIÉTICAS, COMO A EUGENIA E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL
MÁXIMO SANDÍN DENUNCIA A MANUTENÇÃO DO DARWINISMO PARA SUSTENTAR PRÁTICAS ANTIÉTICAS, COMO A EUGENIA E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL

MÁXIMO SANDÍN DENUNCIA A MANUTENÇÃO DO DARWINISMO PARA SUSTENTAR PRÁTICAS ANTIÉTICAS, COMO A EUGENIA E A DISCRIMINAÇÃO RACIAL


DIVULGAÇÃO


O biólogo espanhol acredita que a competição entre espécies está longe de explicar o complexo funcionamento da natureza


O biólogo Máximo Sandín e sua esposa Maria del Val em visita à Secretaria Municipal de Educação de RC


Rodrigo Salles


Os efeitos do darwinismo na sociedade e na comunidade científica são nefastos. É nisso que acredita o biólogo Máximo Sandín, docente da Universidad Autónoma de Madrid, que participa de mesa-redonda na Unesp de Rio Claro com o tema “O crepúsculo de um mito: crítica ao darwinismo”. O evento, coordenado pelo professor e filósofo Romualdo Dias (Unesp), acontece nesta quinta-feira (17), às 14 horas, e conta com a presença do filósofo Maurício Abdalla (Ufes) e do biólogo Hércules Mendes (Unesp).


Para Sandín, a seleção natural e competição entre indivíduos e espécies, conceitos do darwinismo, são muito limitados para explicar o complexo funcionamento da vida no planeta. “Organismos e ecossistemas são sustentados por um equilíbrio delicado que somente agora, graças à tecnologia, começamos a desvendar. As características genéticas não mudam ao acaso, e sim por influência do meio ambiente”, explica.


A crítica do espanhol ao darwinismo pode ser encontrada em diversos artigos e livros, entre eles “Darwin, el sapo e la charca”, escrito em colaboração com Guillermo Agudelo e Maurício Abdalla, que é um dos debatedores da mesa-redonda desta quinta-feira. Parte da obra de Sandín está disponível no site www.sosmos bacteriasyvirus.com.


Entre seus mais fortes argumentos, o biólogo cita as mais recentes descobertas do Projeto Genoma Humano, consórcio científico internacional para o estudo do funcionamento dos genes da espécie humana. “Muito do que se pensava sobre mutações genéticas estava errado. Cada gene do DNA humano tem diversas funções e até agora não estão esgotadas as possibilidades. Dizer que somos o que somos por conta do acaso é uma estupidez. Nosso organismo, como de todos os seres vivos, é suscetível aos efeitos no meio em que estamos inseridos. Comida processada com conservantes e corantes, poluição do ar, do solo e da água, radiação dos televisores e telefones celulares, tudo isso são vetores de mutações. Podemos manipular e catalisar mudanças genéticas, mas é uma ilusão querer controlá-las. Não há como prever o resultado disso.”


O debate entre defensores do darwinismo e do criacionismo, para explicar a origem da vida no planeta, é um colóquio vazio, segundo Sandín. “Trata-se de um artifício dos darwinistas em afirmar a vitória da ciência, praticada por eles, sobre os dogmas religiosos. Esse debate infrutífero apenas serve para desviar o foco do verdadeiro cerne da questão.”


A publicação de “A Origem das Espécies” por Charles Darwin, em 1859, de acordo com o espanhol, foi patrocinada por pessoas muito poderosas. “O contexto histórico é a Revolução Industrial, e a burguesia da Grã-Bretanha lutava por sua emancipação no plano político e ideológico. O pensamento de Darwin coube perfeitamente para justificar a primazia dessa elite, que queria comandar o mais poderoso império do mundo.”


No plano ideológico, social e de saúde pública, Sandín afirma que o darwinismo produziu sua cria mais nefasta: a eugenia.


Termo cunhado em 1883 por Francis Galton, primo de Darwin, eugenia significando "bem nascido". Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações, seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético.


O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de pureza racial, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.


Desde seu surgimento até os dias atuais, diversos filósofos e sociólogos declaram que existem diversos problemas éticos sérios na eugenia, como a discriminação de pessoas por categorias, pois ela acaba por rotular as pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução.


Nos EUA surgiu a eugenia negativa - aliança entre as teorias eugênicas europeias e o racismo já existente naquele país -, que consiste na eliminação das futuras gerações de incapazes (doentes, de raças indesejadas e empobrecidos) através da proibição de casamento, esterilização coercitiva e eutanásia. Como teoria, vicejou no final do século XIX, quando os imigrantes não-germânicos eram malvistos pelos descendentes dos primeiros colonizadores.


O patrocínio privado à eugenia começou nos EUA, nos anos iniciais do século XX. Financiadores tanto do racismo nos EUA, como da Revolução Russa eram os milionários americanos John D. Rockefeller, Harriman, Carnegie e tantos outros. Ao capital uniram-se cientistas de Harvard, Yale, Princeton e Stanford. De uma forma rápida e eficaz podemos dizer que Eugenia é a Ciência que se ocupa com o estudo e cultivo de condições que tendem a melhorar as qualidades físicas e morais de gerações futuras.


Sandín alerta que a eugenia continua ativa ao redor do globo. “Há não muitos anos, uma entidade dita filantrópica usou a fachada de campanha de vacinação anti-tetânica para fazer esterilização em massa de mulheres indígenas no México e nas Filipinas. Foi um grande escândalo, que logo foi abafado. Há indícios de vegetais transgênicos que promovem a esterilização em prol da eugenia”, revela o acadêmico.


O biólogo cita Bertold Brecht para afirmar que uma ideia dominante sempre é subserviente à que domina. “Obviamente, o darwinismo serve também para justificar a economia de mercado globalizado, onde o mais forte e adaptado engole aquele que não tem chance de competir. Ao contrário do que pensava Malthus, Spencer e Galton, o problema da pobreza não está na capacidade de produção de alimentos, e sim no nosso modelo econômico vigente. Nada justifica a prática da eugenia”, conclui


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2 comentários
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+ Charles Darwin (31/01/2012 - 12h31)

Fico muito triste com tudo isso. Quando publiquei meu livro, meu intuito era unicamente explicar como se processam os mecanismos de mudança nas espécies. Com certeza sei que os avanços tecnológicos do presente viriam a trazer muita luz, mas a ponto de ficarem inventando coisas e dizerem que eu sou responsável. Nada disso, não tenho nada a ver com isso. Só sou um cientista. Nunca quiz gerar polêmica. Um abraço a todos!
+ Giuliano Gasparini (21/03/2011 - 15h43)

MÁXIMO SANDÍN de fato não sabe do que está falando.
Percebe-se que seu discurso se baseia numa visão de criacionistas sobre o que ele chama de "darwinismo". Ataca um estereótipo qualquer, cosntruído por ciracionistas para ser atacado, como se fosse a teoria da Evolução por Seleção Natural.

Ao criticar o pseudo-darwinismo, MÁXIMO SANDÍN acaba por corroborar a evolução.

A evolução não se baseia no acaso!

O texto continua com um triste viés eugênico sem qualquer postura científica. Alhos e bugalhos.

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