Seminário debate eficiência energética e sustentabilidade

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Em uma iniciativa da Secretaria de Estado da Habitação, da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) e do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS), foi realizado, no dia 5 de novembro, no Instituto de Engenharia em São Paulo, o 1º Seminário de Eficiência Energética e Habitação de Interesse Social no Estado de São Paulo. Na abertura do evento, o secretário de Estadual da Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, e o presidente do CBSC, Marcelo Takaoka, assinaram

protocolo de intenções que garante o compromisso do Governo do Estado no emprego de soluções ecologicamente sustentáveis na construção de moradias populares.

"O Governo do Estado está tomando medidas para que as habitações de interesse social sejam ecologicamente corretas. Essa é a contribuição para que a iniciativa privada e outros estados possam seguir o mesmo exemplo e aperfeiçoar os procedimentos construtivos", disse Lair Krähenbühl na abertura do Seminário, dirigido a profissionais do segmento, construtoras, gerenciadoras, gestores públicos, universidades, concessionárias, entre outros.

Na sequência, técnicos da secretaria e CDHU apresentaram as novas diretrizes do Governo do Estado para o setor habitacional. O chefe de gabinete da secretaria, Eduardo Trani, abordou as parcerias com os municípios. "A escolha dos terrenos não fica apenas por conta da prefeitura. Infraestrutura também é sustentabilidade, por isso a área precisa estar inserida na paisagem urbana", disse Trani. A medida foi comentada pelo professor Alex Abiko, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). "Precisamos pensar em casas que estejam integradas com sistemas públicos".

O novo padrão construtivo da CDHU foi tema dos debates ao longo do dia. Muito elogiado pelos especialistas, ele incorporou uma série de inovações nunca antes usadas em moradias populares no país. Entre as mudanças, imóveis com três dormitórios, pé-direito ampliado de 2,4 para 2,6 metros, aquecedor solar para o chuveiro, piso cerâmico em toda a casa e azulejos na cozinha e banheiro, laje, esquadrias de alumínio e estrutura de metal nos telhados.

Para Marcelo Takaoka, da CBSC, as atitudes sustentáveis e de eficiência energética geram empregos, economia e preservação de renda das pessoas. "Faz bem para sociedade, faz bem para o meio ambiente", disse. A diretora da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), Maria Cecília Amaral, destacou o caráter econômico da eficiência energética. Segundo ela, redução de consumo não significa racionamento de energia, mas sim, melhora de tecnologia. "A questão é produzir mais, porém, consumindo menos energia. Temos que obter a mesma capacidade de iluminação consumindo muito menos energia elétrica", disse a especialista.

As iniciativas apresentadas no seminário, segundo o conselheiro do CBCS e professor da Poli-USP, Orestes Marracini Golçalves, apontam para um novo modelo de construção. Ele abordou durante o seminário o uso racional da água. "De posse das tecnologias, acredito que a CDHU fará moradias cada vez mais eficientes", afirmou. Para Luiz Augusto Mazzon, presidente do Departamento de Aquecimento Solar da Abrava, São Paulo pode ser um modelo a ser seguido. "Quando um estado dessa magnitude assume o comportamento sustentável, os outros passam a perceber que as medidas são aplicáveis", disse Mazzon.


 

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