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07/02/2012 - 06h31 Comunicar Erro E-Mail Espalhe aos amigos E-Mail
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Quem cumpre legislação dos carros de som se sente prejudicado

Julio Cesar, que trabalha no ramo há 10 anos, se sente prejudicado
Julio Cesar, que trabalha no ramo há 10 anos, se sente prejudicado

Sidney Navas


Nem mesmo a fiscalização feita pelo poder público vem sendo o bastante para inibir a circulação de alguns carros de som (anunciando produtos e shows) no centro de Rio Claro e nas demais áreas delimitadas pela legislação. Quem segue à risca o texto da lei se sente prejudicado pela falta de uma punição mais rígida.


É o caso, por exemplo, de Júlio Cesar, que é portador de necessidades especiais e tem dois desses carros. Ele trabalha no ramo há pelo menos 10 anos e critica a atitude dos infratores. “Quem trabalha honestamente acaba sendo prejudicado e perde clientes. Isso ocorre porque muitos motoristas, apesar das multas e da fiscalização, se arriscam e continuam circulando nos locais proibidos”, diz.


Júlio contratou dois motoristas e sempre que possível acompanha um deles durante o serviço, que só é feito longe do centro do município e dos prédios públicos, como diz a lei. “Eu sigo o que mandam as autoridades e acabo gerando riquezas ao contratar funcionários e pagar os impostos.


Mas, por outro lado, os infratores continuam agindo livremente e as multas aplicadas não parecem estar sendo suficientes para acabar com essa prática ilegal”, critica. Segundo ele, alguns motoristas, apesar das inúmeras autuações, continuariam trabalhando normalmente. Na sua opinião, a legislação é falha, a partir do momento em que não cria mecanismos mais severos. “O ideal seria multar e, no caso de reincidência, retirar esses veículos de circulação. Dessa forma, todos iriam cumprir a lei sem problemas”, comenta Julio Cesar.


O coordenador de fiscalização da Sepladema, Sergio Squissato, confirma que alguns motoristas acumulam mais de R$ 10 mil em multas. “A lei não prevê apreensão do veículo”, observa Squissato.


De acordo com as autoridades, todos esses veículos são cadastrados. A lei municipal em vigor, que trata do assunto e vem sendo aplicada, é do final da gestão passada. O texto diz que os carros de som podem circular no horário comercial, das 8 às 18 horas.


No entanto, o serviço é proibido a menos de 100 metros de qualquer prédio público (até mesmos os estaduais), incluindo evidentemente os hospitais. Com essa restrição, praticamente toda a área central não permite a circulação desses carros de som.


Os infratores são multados em R$ 500,00, valor que vai aumentando, progressivamente, a partir da reincidência. A prefeitura confirma que há de fato alguns infratores que já foram notificados várias vezes, apesar das multas.


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