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22/01/2012 - 12h30 Comunicar Erro E-Mail Espalhe aos amigos E-Mail
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Passageiros relatam experiências em cruzeiros

E apesar de toda a tragédia recente, Gerson Hohne e a sua família têm boas recordações do navio Costa Concordia
E apesar de toda a tragédia recente, Gerson Hohne e a sua família têm boas recordações do navio Costa Concordia

Adriel Arvolea


Ao colidir contra um recife em abril de 2007, o Cruzeiro ‘Sea Diamond’, da companhia Louis Cruise Lines, afundou perto de Santorini, na Grécia. O navio transportava mais de 1.500 pessoas, entre passageiros e tripulação. E lá estava Silvia Gregato, de Rio Claro, com o marido e enteado. Com o acidente envolvendo o navio Costa Concordia, que naufragou em frente à costa da ilha italiana de Giglio no último dia 13, na costa italiana da Toscana, a passageira relembra a sua experiência e comenta problemas que, também, se repetem no evento atual.


Segundo conta Gregato, o acidente do seu cruzeiro ocorreu no quarto e último dia de viagem. “Estávamos entrando na ilha de Santorini quando ouvimos o barulho do navio raspando o casco nas rochas, mas como eu e várias pessoas estávamos na área externa e nenhum alarme de segurança soou, não dei importância. Quando tentei retornar à cabine é que dei conta do que estava acontecendo”, relata.


O fato ocorreu às 15h30 (horário local) e somente às 20h a evacuação havia sido finalizada. No socorro, barcos de pesca e outras embarcações próximas ajudaram as vítimas. No entanto, ela faz uma observação em termos de segurança. “Assim como nos relatos sobre o Costa Concordia, também tivemos problemas com botes salva-vidas, uma vez que não desciam”, comenta. Questionada se as companhias estão preparadas para emergências, é categórica. “Ninguém está preparado para uma ocorrência desse tipo”.


Diferentemente da atitude do capitão do Concordia, Francesco Schettino, acusado de abandonar a embarcação sem prestar assistência aos passageiros, Gregato revela a atitude de um tripulante do navio em que estava. “Ele tirou o próprio colete salva-vidas e o deu para mim. Isso foi marcante”, destaca. Independentemente da experiência, em março próximo embarca num novo cruzeiro.


E apesar de toda a tragédia recente, Gerson Hohne e a sua família têm boas recordações do navio Costa Concordia, num cruzeiro nacional que fizeram em meados de 2008. “Não tivemos problema algum, inclusive orientações relativas à segurança foram dadas aos passageiros no primeiro dia de viagem”, lembra.


Sobre uma possível explicação para o ocorrido na Itália, Hohne atribui o fato a uma única explicação: “Posso dizer que o ocorrido, provavelmente, foi devido à falha humana. Com toda a tecnologia disponível, é inimaginável um acidente dessa magnitude hoje em dia”, conclui.


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