Ponto crítico

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PONTO CRÍTICO

A Santa Casa merece

José Carlos de Carvalho Carneiro

A Santa Casa de Misericórdia de Rio Claro, embora de propriedade exclusiva da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia desta cidade, é de utilidade pública local e regional, prestando sua colaboração eficiente a uma população que chega perto de duzentos e cinqüenta mil pessoas. Recorrem aos seus préstimos e serviços todos quantos necessitam de cuidados referentes à saúde, pobres ou ricos, portadores de planos de saúde ou não e, enfim, socorre todos que dependem exclusivamente do SUS, mal pagante, péssimo gestor e administrador desestimulante.
Por isto mesmo, o hospital precisa do apoio de todos desta região, seja da municipalidade local, seja de outras Prefeituras das cidades circunvizinhas, porque o nosocômio arca com vultosas despesas que nem de longe são cobertas pelo SUS. Afinal de contas, é bom sempre relembrar que tudo o que se refere ao fator saúde custa muito caro e requer bastante numerário, tanto que diversos hospitais fecharam suas portas ou, então, pararam de propiciar atendimento a pacientes dependentes, com exclusividade, das verbas federais advindas do Sistema Único de Saúde.
Entretanto, se a administração municipal local é altamente competente e pródiga para entupir seus condutos administrativos de funcionários dotados do item catalogado como cupinchismo ou compadrismo, falha redondamente com referência às necessidades da Santa Casa. Deixa de efetuar pagamentos mensais ao nosocômio, estimulando a ocorrência de situação futura difícil e que poderá obrigar o hospital a deixar de atender pacientes de nossa cidade e que contam, só e exclusivamente, com o medíocre apoio do SUS.
É injustificável a escusa de não efetuar pagamentos à Santa Casa. Muita coisa pode deixar de ser paga, menos o hospital. Muitos cupinchas podem e devem ser demitidos e suas pagas endereçadas para o nosocômio. E muitos companheiros políticos da assessoria do não se sabe para quê podem sair de cena, dando seus dinheiros da paga injusta mensal à Santa Casa e, pois, aos mais necessitados. Mas o que não se admite é que ocorra a falta de cumprimento de obrigações legalmente assumidas com o hospital. Não é favor, mas obrigação do poder público. Favor é o que recebem, mensalmente, os cupinchas e os apaniguados políticos, pendurados em cargos, porque pendurados antes em Partidos Políticos.
Certo é que os atrasos de pagamento do município à Santa Casa criam situação difícil para o nosocômio, porque este necessita de manter sempre um equilíbrio satisfatório de suas contas. A ausência de parte da receita, com o mesmo porcentual de despesas, certamente, levará o hospital, com brevidade, a uma situação de insolvência, apesar da boa administração que lá se imprime. E o nosso município não quererá ser denominado de agente de tanta infelicidade jogada à população.
Conclamamos, pois, as forças vivas de nossa comunidade a auxiliarem na cobrança das dívidas do município para com a Santa Casa. Ela merece e nossa cidade e região também.

(O colaborador é advogado, jornalista e empresário. E-mail: carneiro@claretianas.com.br - carneirojc@ig.com.br)
 

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