José Carlos de Carvalho Carneiro
Como todos já sabem, o MST e agregados não constituem movimentos reivindicatórios em favor da produção, da produtividade e da economia do país. São grupos ideológicos, com filosofia diversa daquela disposta pela nossa Carta magna, e com a finalidade determinada e exclusiva de alterar a atual ordem institucional vigorante no país. Como não podem realizar o seu intento pelas armas, porque temos Forças Armadas prontas a intervir, querem alcançar seus objetivos de forma canhestra e oblíqua, com o apoio da canhota radical e inoperante da nação.
Não produzem nos assentamentos que dirigem. Vivem todos eles de cestas básicas e de dinheiros obtidos gratuitamente do governo federal, existindo, então, comodamente, com o produto do pagamento de nossos escorchantes tributos. Exibem ao público ferramentas de trabalho nunca dantes utilizadas e contam, ainda, com apoio daquela ala da igreja católica, conhecida como da Teologia da Libertação, e que confunde Marx com Cristo. Se muitos fieis fogem para outros credos, é porque têm motivos de reclamação e desejam a paz em Cristo e nunca o confronto entre classes sociais.
Pois bem. Então, os que invadem propriedades, nada produzem ou produzem mal e pouco, transgridem as leis do país e trazem o Presidente, o "Lulinha Paz e Amor", na coleira, como se cão fosse, agora, estão desejando impor altíssimos índices de produtividade às propriedades rurais brasileiras, tendo, no entanto, como meta fundamental, aliás, não a produtividade, mas a possibilidade, que irá surgir, para "tomarem" terras para concretização de seus intentos e desígnios, continuando a insistir na atual Reforma Agrária, inoperante, falha e inadequada para o desenvolvimento do campo brasileiro.
Se ocorrer a imposição dos absurdos índices de produtividade para as propriedades rurais deste país, com a aquiescência governamental, iremos ter uma revolução no campo, já que, neste país, a Justiça está indo para onde mais lhe seja conveniente. Estaremos diante de um absurdo tecnológico que precisa ser contido, sob pena de se convulsionar o setor rural, que responde, na atualidade, por um quarto do PIB nacional, com marcas para o país, então, de maior produtor do mundo em carne bovina e um dos maiores em soja, carne de frango, álcool e outros itens.
Como comprovação da justeza da grita geral, deveria o governo federal determinar vistorias públicas, com a participação da classe produtora e do povo, nas propriedades objeto de reforma agrária, a fim de que ficasse bastante claro, como já constatou e declarou o Ministério da Agricultura, que os índices de produtividade dos assentamentos estão muito abaixo dos índices vigentes atualmente e, pois, inatingíveis, se considerados os pretendidos pelo MST.
Na verdade, as terras ocupadas pelos integrantes do MST e agregados são, sob a mesma letra da Constituição da República, improdutivas e, pois, sujeitas a invasão. Mas seriam invasões realizadas por empresários, que irão beneficiar a economia nacional, eliminando a baderna, a discórdia no campo e pondo fim a esta verdadeira guerrilha ideológica. Certamente, irão alegar que a regra constitucional só vale para eles e não contra eles. Não é difícil de digerir?
(O colaborador é advogado, jornalista e empresário. E-mail: carneiro@claretianas.com.br - carneirojc@ig.com.br)
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