Coitado do Brasil

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Coitado do Brasil

José Carlos de Carvalho Carneiro

Escândalos no Senado, escândalos em Estados da federação e, ainda, escândalos em municípios, além das tentativas de "arrolhar" a imprensa deste país, impondo-lhe censura prévia, como o fez o Judiciário do Rio de Janeiro, no caso do filho de Sarney, o Fernando, por obra e graça de um magistrado, que está tendo até o repúdio de seus colegas em todo o território nacional. Enfim, de escândalo em escândalo, com a classe política brilhando na apresentação de fatos ligados à corrupção e à indignidade, o país vai caminhando, graças ao empresariado e aos trabalhadores que, de braços dados, desenvolvem o progresso e desdenham dos políticos e de suas peripécias.
A começar do Presidente da República, que não pensa mais em nada, a não ser na "Dilminha", e na forma de, com ela, manter-se mais quatro anos no poder, tudo se encontra em verdadeiro alvoroço. E o MST, então, está tendo plena liberdade para invadir propriedades públicas e privadas, num verdadeiro festival de bagunça e de desrespeito às leis vigorantes, além da desenvoltura com que se apresentam outros movimentos e sindicalistas, todos, obviamente, pensando em seus próprios interesses e ideologias e nada no país, que precisa de paz e ordem para crescer e se desenvolver.
Na verdade, os integrantes do MST e de outros movimentos correlatos fazem o que querem e como querem, violando não só a Carta Magna, como, também, as demais leis existentes no país. Tudo sob os olhares benignos e complacentes do "Lulinha paz e amor", que não faz questão de esconder a sua posição de companheiro das transgressões penais de seus eleitores rurais. Agora, vai o Presidente do Banco Central ser candidato a governador de Goiás, sem, no entanto deixar o cargo, trazendo, então, mais problemas para o país, mas com a concordância do Presidente.
Eis que, ainda, se os estudantes jovens deste país fossem compelidos a tomar aulas de cumprimento de palavra, então, seriam pessimamente instruídos, após a cena ridícula e desprezível que nos ofereceu o Senador Aloísio Mercadante, quando em um dia afirmou que deixaria a liderança do seu Partido, o PT, no senado, e no outro voltou atrás, tudo sob o pretexto da governabilidade. Aliás, o atual governo sempre coloca a governabilidade sobre tudo e acima de tudo, inclusive da moral e da ética, deixando sempre uma picada de maus exemplos e de condutas desaprováveis.
O outro Partido, então, da tal base do governo, o outrora altaneiro PMDB, faz qualquer negócio e ama a fisiologia, trocando conceitos e não fazendo questão de caminhar pelo erro, desde que este atenda a seus interesses de poder e de mando. Junto com o PT, Partido que outrora tinha ética e postura, ambos caminham para o precipício do desprezo de seus antigos eleitores, tudo com raríssimas exceções, contabilizadas nas pessoas que abandonaram as agremiações, chocadas com as respectivas posturas políticas.
Então, assim caminha o país. E que é um grande país, porque, em meio a tanta lama e tanta podridão, consegue ter como pilares os trabalhadores e empresários, ambas as classes exploradas e vivendo sem contar com educação, saúde, segurança e obrigadas a suportar uma estratosférica carga tributária. Garante-se que, aqueles que são responsáveis pelo progresso e desenvolvimento deste país, estão a pensar: chega de Lulinha, chega de Dilminha, chega de PT, chega de PMDB, chega de políticos, e chega de tanta safadeza e podridão!

(O colaborador é advogado, jornalista e empresário. E-mail: carneiro@claretianas.com.br - carneirojc@ig.com.br)
 

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