Dia Nacional do Livro

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TOQUE RÁPIDO

Dia Nacional do Livro

Jaime Leitão

Sabe aquele seu filho, neto ou sobrinho que você gostaria tanto que pegasse gosto pela leitura? Que tal presenteá-lo hoje com um livro e com uma dedicatória estimulando-o a lê-lo? E daqui a uns quinze ou vinte dias, por que não procurá-lo perguntando se ele leu e o que achou do seu presente?
Ler, seja livro ou jornal, é um hábito que precisa ser adquirido e cultivado. Não há idade para começar. É mais fácil iniciar esse trabalho de estímulo com a criança, mas muitos, por não terem oportunidade antes, iniciam-se na leitura aos 20, 30 anos. Ou até mais velhos.
O importante é começar. E hoje, Dia Nacional do Livro, representa uma ótima oportunidade para isso. Um dia desses, perguntei para os meus alunos se eles tinham T C (tempo para computador). Inventei a sigla na hora para provocar um debate. Todos responderam afirmativamente que se dedicavam em média de uma a duas horas por dia ao computador. Depois, perguntei sobre o TT (tempo para a tevê). A resposta foi semelhante. Quando cheguei ao TL (tempo para a leitura) menos de 20% responderam que dedicam um tempo diário ou mesmo semanal à leitura de livros ou de jornal. Os livros ficaram bem atrás do jornal.
Faço o que posso para estimular a leitura. Comento sobre livros que li ultimamente, reforço a importância da disciplina, de ter um tempo reservado à leitura. Percebo alunos que, além dos livros pedidos em sala de aula, retiram toda semana um livro da biblioteca. Outros passam os três anos do ensino médio e nunca vão lá retirar um livro, a não ser que seja um obrigatório, do vestibular ou exigido pelo professor de literatura.
Não se pode perder de vista a ideia de que livro é sinônimo de conhecimento, de prazer, de descoberta de novos mundos, de possibilidades com as quais não contávamos antes de lermos determinada obra.
De todos os hábitos, eu diria que ler é o mais saudável e o mais estimulante. Há quanto tempo você não lê um livro? O que está esperando? Há tantas livrarias virtuais e também reais, nos shoppings ou fora deles. É só acessar uma delas ou entrar e escolher aquele livro que você quer ler há muito tempo.
Tocou a campainha. Fui atender. Era o carteiro me trazendo um livro. Pedi anteontem. Já chegou. Espero começar a lê-lo ainda hoje. Não tenho tempo? É claro que tenho. Meia hora é o suficiente para iniciar a leitura. Estou ansioso para começar.
O livro não pode estar em último lugar na nossa lista de prioridades, esquecido. Nem o jornal. Ambos são fundamentais e nos trazem informações, conhecimento. Por que tantos se furtam a esse contato tão rico e necessário? Enquanto outros, com mínimos recursos, leem o quanto conseguem, retirando livros das bibliotecas ou pedindo emprestado para amigos e colegas.

(O autor é cronista, poeta, autor teatral e professor de redação. jaimeleitao@linkway.com.br)
 

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